IPCA — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Índice oficial de inflação do Brasil, o IPCA é calculado mensalmente pelo IBGE, sendo um indicador importante para economistas e empresas, usado para deflacionar preços, atualizar valores, salários, etc.

A pesquisa coleta dados mensalmente em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos.

Primeiramente são calculados os índices para cada uma das regiões 13 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, com base nos preços coletados entre o primeiro e o último dia do mês. Com a agregação dos índices regionais obtém-se o índice nacional utilizando-se a média aritmética ponderada.

O IPCA é uma média ponderada da variação de preços de uma cesta de bens padrão definida por uma Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF). Cada produto ou serviço tem um peso no IPCA de acordo com a POF e são agregados em 9 grupos. O IPCA utiliza um índice de Laspeyres para calcular a variação de preços.

A data-base do índice, que corresponde ao índice igual a 100, é dezembro de 1993. Isso quer dizer que o IBGE definiu a cesta de bens como custando R$ 100,00 nesse mês. A cada atualização do índice a pesquisa publica o novo preço dessa cesta. A variação percentual é a inflação medida.

Grupos de Produtos e Serviços

O IPCA é subdividido em nove grupos de produtos e serviços:

  1. Alimentação e Bebidas (22,1%)
  2. Transportes (22%)
  3. Habitação (14,3%)
  4. Saúde e Cuidados Pessoais (11,1%)
  5. Despesas Pessoais (9,2%)
  6. Vestuário (6,2%)
  7. Comunicação (5,6%)
  8. Artigos de Residência (5,4%)
  9. Educação (4,2%)

O peso de cada produto no índice é calculado mensalmente para melhor refletir os hábitos de consumo das famílias brasileiras. Os pesos supracitados são apenas um exemplo de um determinado mês.

Regiões

Esse indicador é calculado com base nos preços de 13 regiões:

  1. São Paulo (30,7%)
  2. Rio de Janeiro (12,1%)
  3. Belo Horizonte (10,9%)
  4. Porto Alegre (8,4%)
  5. Curitiba (7,8%)
  6. Salvador (7,4%)
  7. Recife (5,1%)
  8. Fortaleza (3,5%)
  9. Belém (4,7%)
  10. Brasília (2,8%)
  11. Goiânia (3,6%)
  12. Vitória (1,8%)
  13. Campo Grande (1,5%)

A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é, com ampla vantagem, a mais representativa região no índice, com mais de 30% de peso.

Faixa de Renda

O índice mede o custo de vida da população com renda de 1 a 40 salários mínimos, residentes nas áreas urbanas das regiões pesquisadas.

Ao contrário do INPC, que só inclui a população com renda de 1 a 5 salários mínimos, o IPCA é muito mais abrangente.

Usos do IPCA

Além de ser o índice oficial de inflação do Brasil, o IPCA é utilizado em vários instrumentos financeiros. Por exemplo, os títulos públicos Tesouro IPCA+ (NTN-B), alguns fundos de investimentos e outros investimentos de renda fixa são atrelados ao indicador. Contratos de prestação de serviços podem ter cláusulas de reajuste baseadas na variação desse índice.

O IPCA é usado como referência para a política de metas de inflação do Conselho Monetário Nacional (CMN) do Banco Central. O Conselho de Política Monetária (Copom) toma suas decisões de elevar ou baixar a taxa SELIC com base no IPCA.

Comportamento do IPCA entre 1995 e 2016

IPCA-15

Além do índice mensal, o IBGE também calcula o IPCA-15, que compreende a variação dos preços do meio do mês anterior até o meio do mês corrente. Divulgado por volta do dia 25 de cada mês, o IPCA-15 é uma espécie de prévia da inflação.

Referências

  1. Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — IPCA — IBGE
  2. Índices de Inflação do Brasil — Wikipédia
  3. Entenda melhor como funcionam os índices de inflação — Infomoney
  4. Índices de Preços no Brasil — Banco Central do Brasil

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