A meta da Taxa Selic é o percentual de referência que o Comitê de Política Monetária (Copom) define a cada reunião — até 8 por ano, com divulgação da decisão às 18h30 de terça, quarta ou quinta-feira. É o instrumento pelo qual o Banco Central sinaliza o rumo da política monetária: quando o Copom sobe ou desce a meta, os juros de toda a economia tendem a acompanhar.

O que a série mostra

A série abaixo é a meta em porcentagem ao ano vencida no primeiro dia útil após cada decisão, e permanece constante até a reunião seguinte. É diferente da Selic over (taxa efetiva do mercado interbancário, que flutua diariamente em torno da meta): aqui vemos a decisão do Copom, não o mercado.

Como interpretar

  • Meta alta transmite política monetária contracionista: encarece o crédito, desacelera a atividade e serve de trava à inflação.
  • Meta baixa estimula consumo e investimento, mas abre espaço para pressão sobre os preços e sobre o câmbio.
  • Como a meta só muda nas reuniões, o gráfico tem formato de degraus: cada salto vertical é uma decisão do Copom.
  • O dado relevante para investimentos em renda fixa é o juro real — a meta descontada da inflação esperada, não a nominal isolada.

Limitações

A meta é um alvo, não a taxa praticada: a Selic efetiva (over) oscila ao redor dela. Além disso, expectativas importam tanto quanto o nível — o Copom olha o comunicado, o forward guidance e o Relatório de Inflação, que não aparecem neste número.