O Tesouro Renda+ e o Tesouro Educa+ são os dois títulos do Tesouro Direto que não terminam num pagamento único. Você junta dinheiro durante anos e, numa data marcada, o título passa a depositar uma parcela por mês, corrigida pela inflação: por 20 anos no caso do Renda+, pensado como complemento da aposentadoria, e por 5 anos no Educa+, pensado para a faculdade. É uma forma de comprar hoje uma renda futura com poder de compra preservado, a uma taxa real conhecida no dia da compra.

Neste guia você vai entender as duas fases do título, as taxas e a custódia em outubro de 2026, o que acontece se precisar vender antes, como o imposto de renda é cobrado, quanto seria preciso acumular para uma renda-alvo e como esses títulos se comparam ao Tesouro IPCA+ comum e à previdência privada.

Nota de atualização (out/2026): taxas e preços conferidos na base oficial do Tesouro Transparente (posição de 15/10/2026, manhã); estoques do Balanço do Tesouro Direto de agosto de 2026; regras de custódia da política de tarifação da B3 em vigor (Ofício Circular 014/2024-VPC). As simulações são ilustrativas.

O que são o Renda+ e o Educa+

Os dois são títulos públicos federais vendidos no Tesouro Direto, o programa que permite à pessoa física emprestar dinheiro ao governo pela internet (o funcionamento geral está no guia do Tesouro Direto). Tecnicamente, ambos são NTN-B1, uma subsérie das Notas do Tesouro Nacional definida hoje pelo Decreto 12.814/2026: o valor do título é atualizado pelo IPCA (o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial) e o principal é devolvido em parcelas mensais e consecutivas a partir de uma data de conversão, em vez de uma parcela só no vencimento.

  • O Renda+ (o nome oficial é Tesouro RendA+ Aposentadoria Extra) foi lançado em dezembro de 2022 e começou a ser negociado em 30 de janeiro de 2023. Há oito anos de conversão: 2030, 2035, 2040, 2045, 2050, 2055, 2060 e 2065.
  • O Educa+ chegou ao Tesouro Direto em 1º de agosto de 2023. Em outubro de 2026, os anos de conversão à venda iam de 2027 a 2044; o Educa+ 2026, o primeiro, já entrou na fase de pagamentos e deixou de ser vendido.

Nenhum dos dois tem tratamento tributário especial nem obriga o investidor a usar o dinheiro para aposentadoria ou estudo: a “finalidade” está no desenho do fluxo de pagamentos, não numa regra de uso.

Quanto dinheiro já está nesses títulos

Indicador Renda+ Educa+
Estoque em ago/2026 R$ 15,58 bilhões (5,7% do Tesouro Direto) R$ 3,79 bilhões (1,4%)
Estoque em jun/2026 R$ 14,73 bilhões R$ 3,37 bilhões
Investidores 365,8 mil CPFs ativos em 2025, alta de 31,25% sobre 2024 (dado da B3) Não divulgado separadamente

O Tesouro Direto como um todo fechou agosto de 2026 com R$ 272,0 bilhões em estoque e 3,83 milhões de investidores ativos, segundo o balanço mensal do Tesouro Nacional. O número de investidores do Renda+ vem de dados da B3 divulgados em fevereiro de 2026; os balanços mensais não separam investidores por título.

Como funcionam as duas fases

Diagrama do fluxo de caixa do Tesouro Renda+: na fase de acumulação, aportes livres até a data de conversão em 15 de janeiro do ano escolhido; na fase de conversão, 240 pagamentos mensais iguais em termos reais, corrigidos pelo IPCA, por 20 anos; venda antecipada possível após 60 dias; custódia zero até 6 salários mínimos de renda por mês; Educa+ com 60 pagamentos
O Renda+ tem uma fase de aportes e uma de pagamentos; o Educa+ repete a lógica em 5 anos. Fonte: Tesouro Direto e B3.

Fase 1: acumulação

Você escolhe o ano de conversão, que funciona como “a data em que quero começar a receber”, e compra o título quando quiser, na quantia que quiser, até lá. Cada compra trava a taxa real daquele dia: quem compra hoje um Renda+ 2050 a IPCA + 6,70% leva essa taxa sobre aquela quantidade até o último pagamento. Um aporte feito daqui a cinco anos terá a taxa de daqui a cinco anos, que pode ser maior ou menor. O limite de compras no Tesouro Direto é de R$ 1 milhão por mês por CPF.

Fase 2: conversão (pagamentos mensais)

Em 15 de janeiro do ano escolhido, o título começa a pagar. No Renda+ são 240 parcelas mensais (20 anos); o Renda+ 2030, por exemplo, paga de janeiro de 2030 a dezembro de 2049. No Educa+ são 60 parcelas (5 anos); o Educa+ 2027 paga de janeiro de 2027 a dezembro de 2031.

As parcelas são iguais em termos reais: o valor nominal sobe com o IPCA acumulado desde a compra. A correção é mensal: se a inflação de 12 meses for de 4,58% (o IPCA acumulado até setembro de 2026, segundo o IBGE), a parcela termina esse período cerca de 4,58% maior em reais, com o mesmo poder de compra. Para entender o índice, veja o guia do IPCA.

Quanto pagam: as taxas em outubro de 2026

A rentabilidade é IPCA + uma taxa real definida no dia da compra. A tabela mostra as taxas de compra oferecidas pelo Tesouro Direto em 15/10/2026, na abertura do mercado:

Título Taxa de compra em 15/10/2026
Renda+ 2030 IPCA + 6,77%
Renda+ 2045 IPCA + 6,71%
Renda+ 2050 IPCA + 6,70%
Renda+ 2065 IPCA + 6,71%
Educa+ 2027 IPCA + 6,73%
Educa+ 2034 IPCA + 6,83%
Educa+ 2044 IPCA + 6,73%
Tesouro IPCA+ 2029 (comparação) IPCA + 6,77%
Tesouro IPCA+ 2050 (comparação) IPCA + 6,74%

Fonte: Tesouro Transparente, preços e taxas históricos do Tesouro Direto. As taxas mudam todo dia útil.

Duas observações. Primeiro, as taxas do Renda+ e do Educa+ andam junto com as do Tesouro IPCA+ comum de prazo parecido, porque o mercado precifica todos pela mesma curva de juros reais. Segundo, existe uma diferença entre a taxa de compra e a de venda: no mesmo dia, o Renda+ 2065 era vendido ao investidor a IPCA + 6,71% e recomprado pelo Tesouro a IPCA + 6,83%. Em preço, isso significava pagar R$ 227,36 por título e, se vendesse na hora, receber R$ 215,87, cerca de 5% a menos. No Renda+ 2030, mais curto, a diferença era de pouco mais de 1%. Por isso, comprar e vender em pouco tempo tende a custar caro nesses títulos.

Taxa de custódia: zero para quem vai até o fim

Nos títulos comuns do Tesouro Direto, a B3 cobra 0,20% ao ano de custódia (o Tesouro Selic é isento até R$ 10 mil). O Renda+ e o Educa+ têm uma regra própria, prevista na política de tarifação da B3: a taxa é cobrada apenas na venda antecipada ou sobre a renda mensal que passar do limite de isenção.

Situação Renda+ Educa+
Levar até o fim, com renda mensal até o limite 0% 0%
Limite de isenção da renda mensal 6 salários mínimos (R$ 9.726 em 2026) 4 salários mínimos (R$ 6.484 em 2026)
Renda mensal acima do limite 0,10% ao ano sobre o excedente 0,10% ao ano sobre o excedente
Venda antecipada com saída em até 10 anos (Educa+: até 7) 0,50% ao ano 0,50% ao ano
Saída entre 10 e 20 anos (Educa+: entre 7 e 14) 0,20% ao ano 0,20% ao ano
Saída acima de 20 anos (Educa+: acima de 14) 0,10% ao ano 0,10% ao ano

Fonte: B3, Ofício Circular 014/2024-VPC. Salário mínimo de R$ 1.621 em 2026 (Decreto 12.797/2025). O prazo até a saída conta em dias corridos desde a liquidação da compra, e a taxa da venda antecipada incide sobre o valor resgatado.

O limite é definido em salários mínimos, não em reais: ele acompanha os reajustes do mínimo ao longo das décadas.

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Posso vender antes? Venda antecipada e marcação a mercado

Pode. O Renda+ e o Educa+ têm carência de 60 dias contados da compra; depois disso, o Tesouro recompra o título todo dia útil, tanto na fase de acumulação quanto na de pagamentos. A venda, porém, é feita a preço de mercado, e é aqui que mora o principal risco desses títulos.

A marcação a mercado é a atualização diária do preço conforme a taxa de juros do momento. Quando a taxa real sobe, o preço dos títulos já emitidos cai, porque os novos passam a pagar mais; quando a taxa cai, o preço sobe. Quanto mais distantes estão os pagamentos, maior a oscilação. E o Renda+ tem os fluxos mais distantes de todo o Tesouro Direto: o Renda+ 2065 só termina de pagar em dezembro de 2084.

Gráfico de linha do preço de recompra do Tesouro Renda+ 2065 de janeiro de 2023 a outubro de 2026: R$ 160,32 no lançamento, máximo de R$ 289,70 em agosto de 2023, mínimo de R$ 122,93 em janeiro de 2025 e R$ 215,87 em 15 de outubro de 2026
Preço de venda antecipada do Renda+ 2065: queda de 58% em 17 meses quando a taxa real subiu. Fonte: Tesouro Transparente.

Os números oficiais mostram o tamanho do efeito. Em 16 de agosto de 2023, o Renda+ 2065 pagava IPCA + 5,30% na compra e custava R$ 306,59. Em 30 de janeiro de 2025, com a taxa de recompra em IPCA + 7,67%, o Tesouro pagava R$ 122,93 por título: quem tivesse comprado no pico e precisasse vender ali receberia cerca de 60% menos do que aplicou. Em 15 de outubro de 2026, a recompra estava em R$ 215,87, ainda abaixo do preço de agosto de 2023.

Essa perda só se realiza se você vender. Quem leva o título até o fim recebe exatamente o fluxo contratado: as parcelas corrigidas pelo IPCA à taxa travada na compra, qualquer que seja o preço no meio do caminho.

O gráfico abaixo mostra, num exemplo calculado, quanto o preço de cada título reagiria a um movimento de 1 ponto na taxa real:

Barras divergentes com a variação estimada do preço se a taxa real subir ou cair 1 ponto a partir de IPCA mais 6,7%: Tesouro IPCA+ 2029 menos 2,4% ou mais 2,5%; Educa+ 2030 menos 5,1% ou mais 5,4%; Renda+ 2030 menos 9,7% ou mais 11,2%; IPCA+ 2050 menos 19,9% ou mais 25,2%; Renda+ 2045 menos 21,5% ou mais 28,0%; Renda+ 2065 menos 34,9% ou mais 54,6%
Quanto mais longe o dinheiro volta, maior a oscilação do preço. Simulação ilustrativa do Mundo dos Bancos.

Um ponto de alta na taxa derrubaria o preço do Renda+ 2065 em cerca de 35%; no Renda+ 2030, em cerca de 10%; no Educa+ 2030, em cerca de 5%. A lição prática: o dinheiro que pode ser necessário antes da data de conversão, como a reserva de emergência, não combina com esses títulos.

Como o imposto de renda é cobrado

O Renda+ e o Educa+ seguem a mesma tributação dos demais títulos do Tesouro Direto (Lei 11.033/2004), sem regime especial:

Prazo desde a compra Alíquota sobre o rendimento
Até 180 dias 22,5%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

Na fase de pagamentos, o IR é retido na fonte sobre o rendimento contido em cada parcela, ou seja, sobre a diferença entre o valor recebido e o custo de compra correspondente àquela parcela. Como a fase de acumulação costuma durar mais de dois anos, quase sempre vale a alíquota de 15%. O IOF, que só incide em resgates com menos de 30 dias, fica fora do jogo por causa da carência de 60 dias.

Um detalhe que pesa: o rendimento tributado é nominal, inclui a correção pela inflação. Em aportes feitos com décadas de antecedência, quase toda a parcela recebida é rendimento, e o imposto se aproxima de 15% do valor bruto. Não há dedução na declaração anual, como a do PGBL. A tabela completa e a lógica do imposto estão no guia do imposto de renda.

Simulação: quanto acumular para uma renda-alvo

Quem pensa no Renda+ costuma partir da pergunta inversa: “quanto preciso juntar para receber X por mês?”. Como as parcelas são corrigidas pelo IPCA, a conta pode ser feita inteira em reais de hoje, usando a taxa real. O valor necessário na data de conversão é o valor presente das parcelas:

$$V = R \times \frac{1 - (1+j)^{-n}}{j}, \qquad j = (1+r)^{1/12} - 1$$

Onde \(R\) é a renda mensal desejada (em reais de hoje), \(n\) é o número de parcelas (240 no Renda+, 60 no Educa+), \(r\) é a taxa real anual e \(j\) é a taxa real mensal equivalente. Para chegar a \(V\) com aportes mensais iguais em termos reais durante \(m\) meses, a fórmula dos juros compostos dá:

$$A = V \times \frac{j}{(1+j)^{m} - 1}$$

Exemplo (simulação ilustrativa): renda de R$ 3.000 por mês por 20 anos, com taxa real de 6,7% ao ano, perto das taxas de outubro de 2026. A taxa mensal equivalente é \(j \approx 0{,}5419\%\).

Cenário Taxa real Valor necessário na conversão Aporte mensal por 25 anos
Renda+: R$ 3.000/mês por 240 meses 6,7% cerca de R$ 402 mil cerca de R$ 537
Renda+: R$ 3.000/mês por 240 meses 4,0% cerca de R$ 498 mil cerca de R$ 979
Educa+: R$ 2.000/mês por 60 meses 6,7% cerca de R$ 102 mil cerca de R$ 374 (por 14 anos)

Valores em reais de hoje: o aporte precisa ser corrigido pela inflação a cada ano para manter o poder de compra. Antes de IR e sem custódia (a renda do exemplo fica abaixo dos limites de isenção). Cálculos do Mundo dos Bancos, conferidos em planilha.

No primeiro cenário, aportes de cerca de R$ 537 por mês durante 25 anos somam uns R$ 161 mil em valores de hoje e financiariam R$ 720 mil em parcelas, também em valores de hoje. A diferença é o efeito da taxa real acumulada por décadas.

O segundo cenário mostra o ponto fraco da conta: a taxa de 6,7% não está garantida para aportes futuros. Cada compra trava a taxa do seu dia. Se as taxas reais caírem para 4% ao longo da acumulação, o aporte necessário quase dobra. A simulação também ignora o IR: numa parcela de R$ 3.000 com mais de 20 anos de acumulação, supondo IPCA de 4,5% ao ano, o imposto ficaria perto de R$ 400. O simulador oficial do Tesouro Direto refaz essas contas com as taxas do dia.

Renda+, Educa+, IPCA+ ou PGBL/VGBL?

Característica Renda+ Educa+ Tesouro IPCA+ (sem juros semestrais) PGBL / VGBL
Quem garante Tesouro Nacional Tesouro Nacional Tesouro Nacional Seguradora; carteira em fundos de previdência; sem FGC
Rentabilidade IPCA + taxa travada em cada compra IPCA + taxa travada em cada compra IPCA + taxa travada em cada compra Resultado do fundo, sem taxa contratada
Como o dinheiro volta 240 parcelas mensais 60 parcelas mensais Valor único no vencimento Resgate ou renda, conforme o plano
Custo recorrente Custódia zero até 6 salários mínimos de renda, se levar até o fim Custódia zero até 4 salários mínimos de renda, se levar até o fim Custódia de 0,20% a.a. Taxa de administração (e de carregamento, em alguns planos)
Imposto de renda 22,5% a 15% sobre o rendimento 22,5% a 15% sobre o rendimento 22,5% a 15% sobre o rendimento Progressiva ou regressiva (35% a 10%); PGBL sobre o total, VGBL sobre o rendimento
Benefício na declaração Não Não Não PGBL: dedução de até 12% da renda tributável na declaração completa
Venda antes do prazo A mercado, após 60 dias; custódia de 0,50% a 0,10% a.a. A mercado, após 60 dias; custódia de 0,50% a 0,10% a.a. A mercado, todo dia útil Resgate pelo valor da cota, conforme regras do plano
Oscilação de preço Muito alta nos vencimentos longos Média Alta nos vencimentos longos Depende da carteira do fundo
Em caso de morte Títulos entram no inventário Títulos entram no inventário Títulos entram no inventário Pagamento direto aos beneficiários, sem inventário

O Tesouro IPCA+ comum entrega praticamente a mesma taxa, mas devolve tudo de uma vez no vencimento e cobra 0,20% ao ano de custódia. Para quem quer renda mensal, sobra a tarefa de vender aos poucos e decidir quanto sacar; o Renda+ automatiza isso e zera a custódia de quem vai até o fim, em troca de prazos ainda mais longos.

A previdência joga em outro campo. O PGBL dá dedução de até 12% da renda para quem usa a declaração completa, a tabela regressiva chega a 10% (contra o piso de 15% do Tesouro) e o saldo vai direto aos beneficiários, sem esperar inventário. Em troca, não há taxa real contratada e há taxa de administração. O guia de PGBL e VGBL detalha essas regras.

Para quem esse desenho faz sentido e quais são os riscos

Pela mecânica, o Renda+ e o Educa+ se encaixam em objetivos com data marcada e horizonte longo, para dinheiro que não será necessário antes da conversão: um complemento de renda na aposentadoria, os anos de faculdade de uma criança. O site do Tesouro Direto tem um fluxo de abertura de conta para menores de idade e uma ferramenta de aportes coletivos (o TD Coletivo) voltada ao futuro estudantil.

Antes de olhar para esses títulos, vale ter claros os riscos:

  1. Marcação a mercado. O preço pode cair dezenas de por cento antes da conversão. Quem precisar vender numa fase de juros altos realiza a perda.
  2. Liquidez com custo. A recompra é diária, mas a diferença entre taxa de compra e de venda, a custódia da venda antecipada e o IR reduzem o valor de quem sai antes.
  3. Taxa dos aportes futuros. Só a taxa das compras já feitas está garantida; os aportes seguintes pagam a taxa do seu dia.
  4. Inflação medida pelo IPCA. A correção segue o índice oficial, que pode não refletir o custo de vida de cada família. Mensalidades escolares, por exemplo, podem subir mais que o IPCA.
  5. Prazo fixo de 20 anos. O Renda+ paga 240 parcelas e para. Não é renda vitalícia: quem se aposenta aos 65 anos recebe até os 85.
  6. Risco soberano. O garantidor é o Tesouro Nacional, sem cobertura do FGC. O risco de calote em reais é considerado o mais baixo do país, mas não é nulo.

Conclusão

O Tesouro Renda+ e o Tesouro Educa+ transformam um título público atrelado à inflação em renda mensal: 240 parcelas no Renda+ e 60 no Educa+, corrigidas pelo IPCA, a partir de 15 de janeiro do ano escolhido. Em outubro de 2026, as taxas reais rondavam 6,7% ao ano, a custódia é zero para quem leva até o fim e recebe até 6 ou 4 salários mínimos por mês, e o IR é o da renda fixa, retido em cada parcela. O preço dessa simplicidade é o prazo: vender antes significa aceitar o preço de mercado, que já caiu mais da metade em pouco mais de um ano.

Para seguir no tema, leia o guia do Tesouro Direto, a comparação de PGBL e VGBL, o texto sobre inflação e o efeito dos juros compostos no longo prazo.


Este artigo tem caráter educativo e não constitui recomendação de investimento. Taxas, preços e regras mudam; confira as condições do dia no Tesouro Direto antes de qualquer decisão.